
I Segundo essa teoria, ao captar uma imagem, o olho humano levaria uma fracção de tempo para "esquecê-la". Assim, quando os fotogramas de um filme de cinema são projectados na tela, o olho misturaria os fotogramas anteriores com os seguintes, provocando a ilusão de movimento: um objecto colocado à esquerda num fotograma, aparecendo à direita no fotograma seguinte, cria a ilusão de que o objecto se desloca da esquerda para a direita.
Estudos mais recentes comprovam que a visão é mais complexa e que essa explicação não é inteiramente correcta. Sabe-se hoje que a ilusão de óptica provocada pela exibição de imagens em seqüência se divide entre o movimento beta e o movimento phi. Avanços nas áreas da fisiologia e neurologia procuraram demonstrar já nos anos 70 que a persistência da visão seria um mito. Hoje ainda o conceito é usado, especialmente por teóricos do cinema.
II Para os Irmãos Lumiére, a invenção
poderia ser explorada algum tempo como curiosidade científica, mas
sem nenhum interesse comercial. Percebendo rapidamente o sucesso
alcançado pelo cinema e o fascínio despertado no público, os Irmãos
Lumiére investiram maciçamente na Indústria Cinematográfica, na
montagem e nas distribuições das películas.
Sendo assim, a sétima arte corresponde à primeira tentativa de
sociabilidade e democratização da arte no início do século XX,
visto que no período inicial a linguagem cinematográfica era
universal, pois as películas produzidas não possuíam som, podendo
ser vistas em qualquer parte do mundo.
Cabe esclarecer que a sétima arte foi fruto da Revolução
Industrial, das inovações tecnológicas ocorridas no século XIX,
inovações que foram patrocinadas pela burguesia. A Indústria
Cinematográfica nas primeiras décadas do século XX desenvolve-se
rapidamente e toda lógica interna, seja nas distribuições das
películas ou nas montagens dos mesmos, voltam-se para a
reprodução da ideologia dominante e da obtenção e repetição do
sucesso nas bilheterias capazes de agradar o público e promover o
lucro.
VI Pra mim um mímico transcende um ator. A relação é que na mímica o ator deixa de ser um ator que interpreta um texto através de um personagem, e torna-se ele proprio o personagem. Um ator-criador de um teatro físico que elabora o texto, dirige e atua na figura de alguém à frente de um personagem e não atrás dele, diferentemente do ator-intérprete de ficção que inicia seu processo de criação a partir de um texto e representa seu personagem. Vemos muitos mímicos que antes de fazer mímica eram atores. É para tudo é preciso muito estudo e muita vivência.. não tem atalhos... É mesmo com medo, timidez... dar sempre o pontapé inicial. Só aprendemos a fazer .. fazendo! Boa Sorte
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